Frases de Graciliano Ramos
“Nunca pude sair de mim mesmo. Só posso escrever o que sou. E, se as personagens se comportam de modos diferentes, é porque não sou um só.”
“A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso. A palavra foi feita para dizer.”
“Quem escreve deve ter todo o cuidado para a coisa não sair molhada. Da página que foi escrita não deve pingar nenhuma palavra, a não ser as desnecessárias. É como pano lavado que se estira no varal.”
“Comovo-me em excesso, por natureza e por ofício. Acho medonho alguém viver sem paixões.”
“Certos lugares que me davam prazer tornaram-se odiosos. Passo diante de uma livraria, olho com desgosto as vitrinas, tenho a impressão de que se acham ali pessoas, exibindo títulos e preços nos rostos, vendendo-se. É uma espécie de prostituição.”
“Escolher marido por dinheiro. Que miséria! Não há pior espécie de prostituição.”
“Ateu! Não é verdade. Tenho passado a vida a criar deuses que morrem logo, ídolos que depois derrubo. Uma estrela no céu, algumas mulheres na terra.”
Curiosidades sobre Graciliano Ramos
Graciliano não chegou a fazer nenhum curso superior.
Algumas de suas obras forma adaptadas para cinema, tal qual Vidas Secas, São Bernardo e Memórias do Cárcere.
Na publicação de sua obra “Angústia” (1936), Graciliano estava encarcerado, de forma que o original foi entregue por Heloísa, sua esposa, à editora José Olympio responsável pela publicação.